
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Fotos do IV Moitará de Histórias

Eliana Ribeiro
Iniciei o Moitará com um causo que ouvi, quando criança. de minha bisavó. Me contava bisa Anna que, em Viana do Castelo, sua terra natal, uma moça fez uma série de promessas para Santo Antônio. Como o santo não realizava o tão pretendido milagre _ um casamento_ a moça, com raiva, atirou o pobre santinho pela janela e... acertou o nariz de um moço bonito que por ali passava.Giovana Olivieri
A partir de um mergulho afetivo em suas raízes, integrando uma família com muitas crianças, Giovana Olivieri trouxe a questão da Morte. Após relatar a experiência de perda de um parente querido, Giovana constatou que as histórias propiciavam, principalmente às crianças, um continente e uma possibilidade de elaborar a morte como um fato da Vida. Apresentou, então, uma das histórias do livro Contos de Enganar a Morte, de Ricardo Azevedo.Nathália Soledade
Patrícia Almeida
domingo, 15 de julho de 2007
Bruna Estrella

Ana Luisa Mainardi
E Santo Antônio, o mais mencionado neste Moitará, retornou com a arteterapeuta e contadora de histórias Ana Mainardi, para relembrar que faz milagres, sim, mesmo quando atirado pela janela. Ana também lembrou que é sempre bom prometer ao santo bordar um manto azul. Então, MÃOS À OBRA! Agulha, linhas e missangas para homenagear Santo Antônio!IV Moitará de Histórias - Convite

Um mergulho na religiosidade de nossa gente!
Traga HISTÓRIAS; SIMPATIAS ou REZAS para qualquer santo, de qualquer Fé. Traga cópias para um escambo de Palavras Abençoadas.
Ao final do encontro, cada participante terá um repertório de histórias, construído, coletivamente, com a Palavra de cada um.
Um grande abraço
Eliana Ribeiro
Dia 24 de junho de 2007
Das 14:00h às 17:00h
Inscrição: R$ 10,00
Pelo telefone: (21) 3393- 1661 ou
Pelo e-mail:
mandalaxxi@yahoo.com.br
Local: Clínica Pomar
Rua Engenheiro Adel 62, Casa 2,
Tijuca, Rio de Janeiro
AO CONFIRMAR A INSCRIÇÃO, DEIXE UM TELEFONE OU E-MAIL, PARA QUE POSSAMOS COMUNICAR O NÚMERO DE CÓPIAS NECESSÁRIAS.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Fotos do III Moitará de Histórias
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Eliana Ribeiro
Eu iniciei o Moitará com a Palavra indígena do século XXI - o discurso feito pelo embaixador mexicano Guaicaípuro Cuatemoc, na Conferência dos chefes de estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em Madri (maio de 2002) - a respeito da dívida externa. Sua Palavra representa todos os povos indígenas das Américas..."Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento _ao meu país_ com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteios sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento de juros .
(...)
Esses 185 mil quilos de ouro e 6 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos emprétimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. Pensar o contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.
(...)
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
(...)
Muito peso em ouro e prata...quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absluto fracasso financeiro e a dem~encia e irracionalidade dos conceitos capitalistas. (...) Exigimos assinatura de uma carta de intenções e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privaização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica."
Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE
Nathália Soledade e Diogo Carneiro
Com o cantar semelhante ao da Uiara ou Iara, a sereia amazônica, Nathália Soledade cantou / encantou o mito da ninfa das águas, Mãe-D'Água. E Diogo Carneiro, lembrando-se que em criança passara por ritual no qual recebera um nome indígena, contou a Vitória-Régia , a jovem índia apaixonada que se lança às águas misteriosas, sendo transformada por Jacy, a Lua , em uma estrela das águas - a Vitória-Régia. quarta-feira, 11 de julho de 2007
Bruna Estrella
Ana Cássia Nogueira
Com a força criativa da Lama, Ana Cássia Nogueira, arteterapeuta e contadora de histórias, maravilhou a roda do Moitará com um conto, reescrito a partir de história ouvida de sua avó, Jubiaciara, da tribo dos Tremembé, uma das tribos que ainda resistem no sertão do Ceará.Maria Soares
Maria Soares, contadora de histórias voluntária do Projeto Viva e Deixe Viver e professora de História em formação, troxe quatro preciosidades para o III Moitará: Cláudia, Maria Victória, Ana Clara e O Princípio do Mundo.
"Todas as coisas estavam envoltas numa escuridão impenetrável; uma neblina densa cobria a terra. Saíram das trevas dois índios: um Caruçacahy (Caru), grande e corpulento; uotro, Rairu seu filho..." Fonte: Lendas Indígenas - Gráfica Ed.Aquarela, SP, 1962)
Cláudia Soares
terça-feira, 10 de julho de 2007
Maria Victória Mattoso e Ana Clara Mattoso
Na primeira foto, Maria Victória Mattoso e na segunda, Maria Victória, Cláudia Soares e Ana Clara Mattoso, as três mais jovens integrantes da tribo do III Moitará. Estreantes em contação de histórias, pesquisaram belos mitos de origem. Maria Victória apresentou a criação do amor, em uma versão de Couto de Magalhães:"No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol,Guaracy. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jacy. Ele riou uma lua tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas, quando o sol abria os olhos para admirar a lua tudo seiluminava e ela desaparecia. Guaracy criou então , o amor , Rudá , seu mensageiro..."
Ana Clara Matoso troxe a origem do arco-íris, segundo duas tradições indígenas: Kaxinawá e Kaiapó .
A pesquisa de Ana Clara teve como base:
Para o mito Kaxinawá: Rã-txa-huni-ku-í, a Língua dos Caxinauás, João Capistrano de Abreu, 1914.
Para o mito Kaiapó: Curt Nimuendaju, Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1989)
Dauá Silva
O contador de histórias e escritor Dauá Silva, ele próprio com ascendência guarani, apresentou O Iacaré e o índio Tuxim, de sua autoria e avisa:"sempre que for a um rio pescar ou banhar, tome cuidado e se previna...se nã o Iacaré pode te abraçar.
Dauá levou instrumentos musicais, cantou e acrescentou sons a diversas narrativas.







